quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Prólogo

Todos nós conhecemos a história oficial, de como Cristóvão Colombo descobriu a América e Pedro Alvares Cabral  o Brasil.
Mas a história é cheia de erros e furos, pois Colombo acreditava que havia chegado na India (um erro aceitável, uma vez que nem sabia da existência da China) e nem estava a meio caminho de lá como teria que passar por cima da América Central para poder alcançar a Ásia.
E no descobrimento do Brasil então o furo é mais embaixo, ou alguém acredita que Bartolomeu Dias, o nauta que havia contornado pela primeira vez o Cabo da Boa Esperança e acompanhado Vasco da Gama na descoberta da rota para a Índia, ia subitamente esquecer o caminho e ir para o lado errado?
Tá certo que era a época em que os navegantes iam meio que tateando os mares nunca dantes navegados, estavam descobrindo o que existia mais além no Mar Oceano e as referências que iriam utilizar quanto mais ao Sul e ao Oeste fossem. Mas mesmo assim Bartolomeu Dias já havia feito a rota para passar pelo Cabo das Tormentas duas vezes.
E para complicar a pesquisa sobre esta época é muito difícil, pois são raros os documentos que ainda existem sobre as primeiras navegações, vários desapareceram por questões políticas da época, grande parte do que sobrou foi destruido no Terramoto de 1755 e nos incêndios que se seguiram, posteriormente ainda ouve a invasão de Napoleão em 1808 que forçou a Coroa Portuguesa, que foi para o Brasil, a transferir os arquivos da Torre do Tombo, onde mais documentos, mapas, éditos e livros foram perdidos.
Por isso a surpresa dos curadores do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, ao se deparar com caixas do século XV, encontradas a  2 metros de profundidade durante a escavação para um novo estacinamento subterrâneo.
Caixas em perfeito estado com o Brasão de Sua Majestade Real Dom Manuel I, mas o mais interessante é o que está dentro de uma das caixas, lacrada e com a Insignia da Rainha Maria de Aragão e Castela, esposa do rei Dom Manuel I, são documentos, mapas e plantas de de um navio que nunca havia sido citado - o Santa Anna.
É ai que entra na nossa história Henrique Dias de Algarve, diretor de pesquisa do famoso Instituto de História Marítima de Portugal, com sede na Cidade do Porto.

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